O Banco Central divulgou nesta quinta-feira informação de que as reservas internacionais brasileiras superam a divida externa do país em mais de 4 bilhões de dólares. Em outras palavras, o fato, que é inédito, significa que o Brasil possui moeda estrangeira suficiente para honrar seus compromissos internacionais, o que lhe confere o título de credor externo, deixando de lado o incômodo titulo de devedor.
Ora, quem diria! O Brasil se quiser já pode ficar sem a malfadada divida externa de que tanto se falou ao longo de tantos anos.
Contudo, é bom lembrar que o fato divulgado não significa que o país vá efetivamente pagar tudo e ficar sem nenhuma divida, pois as chamadas reservas internacionais têm outras finalidades alem do poder do País quitar o que deve.
Segundo o relatório divulgado pelo Banco Central, apenas no ano passado, as reservas internacionais cresceram 110% e chegaram a US$ 180,3 bilhões no final de dezembro.
A informação do fato deve deixar a maioria dos brasileiros pensando no que representa isto para o país. Acho que estamos mesmo em boa situação e comparando o País a um cidadão, quando um cidadão pode dizer que tem dinheiro para pagar tudo o que deve é porque a situação está boa, principalmente se o cidadão andou anos e anos endividado.
No caso de nosso País foram dezenas de anos de agonia por dever a Deus e ao povo pelo mundo afora e principalmente pelo sempre por nós odiado Fundo Monetário Internacional.
Nos tempos dos governos militares o país cresceu muito a custa de empréstimos estrangeiros e os brasileiros já estavam acostumados com a historia de que o país tinha uma divida impagável. Mas o que vemos agora é uma realidade bem diferente. Se bem que sem aquele dinheiro dos tais empréstimos estrangeiros possivelmente muita obra que foi feita ainda estaria no papel. Mas certamente que apesar do que foi realizado, uma boa parte do dinheiro não teve como destino o que foi divulgado, indo parar não se sabe no bolso de quem, ou melhor dizendo, na conta de quem.
Parece que o custo de uma divida assim não é tão alto, pois mesmo tendo o dinheiro para pagar, não iremos pagar porque tem coisa mais importante para fazer com as chamadas “reservas internacionais” o que quase ninguém sabe o que vem a ser, só sabendo que é dinheiro porque se paga uma divida com dinheiro ou com bens. Bens não sao moedas de pagamento, logo “reserva internacional” deve ser mesmo dinheiro, bufunfa, grana viva ou outro adjetivo que se queira dar a este que segundo se diz mentirosamente não traz felicidade.
Não abro mão de minhas convicções. Sei que incomoda a alguns mas gosto delas.
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