sábado, 29 de agosto de 2009

ROBSON GOMES ROMPE COM CHICO FERRAMENTA

Foram poucos meses de lua de mel e o Prefeito Interino de Ipatinga Robson Gomes acabou rompendo com o PT ao ingressar no Supremo Tribunal Federal com um dossiê contendo informações sobre o prefeito eleito mas sem registro de candidatura Chico Ferramenta. Não se sabe o teor de tal dossiê, mas deve ter muita coisa que torna difícil o Chico obter a liminar pretendida para poder assumir o cargo de prefeito. A não ser que os argumentos do Advogado do Chico sejam mais fortes do que qualquer informação que possa sujar mais o nome do Chico e o ministro a quem está entregue a relatoria da Ação Cautelar, Celso de Melo, se convença de que ele tenha razão no que pede.
A coisa está mesmo pegando fogo, porque o Robson que subiu no palanque do Chico durante a campanha, ao se tornar prefeito interino por força de decisão já derrubada pelo TRE, gostou tanto de sentar naquela cadeira de prefeito que não quer mais levantar dela. Ele, Robson, anteriormente, em todos os processos do Quintão entrou no TRE pedindo a assistência, ou seja, pedindo para participar do processo, mesmo não sendo parte nem ativa nem passiva, cujos pedidos se prestaram para protelar por meses o desenrolar dos tramites.
Agora, vai o Robson no STF no momento que o Chico dá a ultima cartada tentando reverter a decisão do TSE e tomar posse do cargo que acha que tem direito porque teve quase quinze mil votos a mais que Quintão. Só que, sem registro e com nome sujo, não pôde sentar na cadeira que o Robson agora ocupa com muito gosto.

Por sua vez Sebastião Quintão espera sereno que o TSE reforme a decisão do TRE e faça o julgamento baseado no ordenamento jurídico e nas provas dos autos sem nenhuma influencia política.

Ontem o presidente da Amagis - Associação de Magistrados Mineiros Dr. Nelson Messias de Morais em visita à cidade disse que "a elaboração de uma sentença é diferente de fritar um pastel. Ela exige muito equilíbrio do juiz, e é melhor que demore um pouco mais e seja justa". Segundo ele, o magistrado não pode ter interferência de metas políticas em seu trabalho, para que sua atuação seja pautada exclusivamente pelo cumprimento da Lei, construindo uma Justiça cada vez mais eficiente e cidadã”.

Não foi exatamente o que vimos no decorrer dos julgamentos referentes às eleições de Ipatinga em primeira e segunda instancia.É exatamente isto que agora por ultimo se espera da Justiça de ultima instância.

Não entendi bem a comparação deste juiz entre a elaboração de uma sentença e a fritura de um pastel, esta por sinal também trabalhosa exigindo muito cuidado para que não passe do ponto e também não corra o risco de que quem manuseie a panela de gordura quente não se queime irreversivelmente, porque queimadura de gordura nem o Ivo Pitangui dá jeito. Já para uma sentença mal formulada existe as instâncias superiores que podem dar jeito e é exatamente isto que a população de Ipatinga esta confiante.

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